A mulher Maria Bernarda…

09 de Março de 2016
Postado por: Cristine Maraga

 

 

Verena Bütler era seu nome de batismo. Nasceu no povoado de Auw, na Suíça, em 28 de maio de 1848. Teve a graça de nascer e ser educada numa família de muita fé e sólidos valores. Seu pai era justo e fiel cumpridor de suas obrigações cristãs. A mãe, mulher bondosa, enérgica e séria em seu modo de ser e trabalhar, era muito apegada a oração. Alegre e brincalhona Verena era uma criança travessa. Suas peraltices a acompanharam até mesmo na igreja: numa ocasião, amarrou as tranças de duas senhoras que estavam sentadas no banco em frente ao seu. Na escola, seu professor dizia: ”Verena tem a melhor redação, porém, a pior caligrafia”. No vigor de sua juventude, aos 19 anos de idade, se consagrou a Deus na vida religiosa contemplativa, num convento chamado Maria Auxiliadora. E ao entrar na vida religiosa mudou seu nome Verena, por Maria Bernarda.                                                                                   

Maria Bernarda era cheia de sonhos e ideais. Tinha amor fraterno aos pobres. Vinte anos depois, ao receber carta de um bispo missionário da Diocese de Porto Velho, no Equador, D. Pedro Schumacher, que relatava a imensa necessidade que tinha o país do Equador de missionárias, de religiosas, de educadoras, pois as famílias, os jovens e as crianças estavam abandonados, ela sentiu que era um forte chamado de Deus para assumir esta missão. Com ela, se entusiasmaram outras religiosas.

Em 19 de junho de 1888, acompanhada de seis jovens religiosas, Maria Bernarda partiu para sempre de sua pátria, de sua família, de seu querido convento. Este passo marcou o início da Congregação de Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora, com Maria Bernarda como superiora-fundadora. No Equador, o campo de missão de Madre Bernarda e suas primeiras Irmãs foi imenso, mas, infelizmente, passados sete anos, uma revolução política antirreligiosa expulsou daquele país os bispos, sacerdotes e todos os missionários e missionárias.

Abandonada à Providência divina, a Madre Bernarda, com suas Irmãs, fugiu por mar e chegou a Cartagena, na Costa da Colômbia. Ali foram acolhidas paternalmente pelo Bispo D. Eugênio Biffi. Chegou à Colômbia peregrinando como Abraão, rumo ao desconhecido, com a fé invencível dos profetas que se apoiam só no Senhor, sem mais armas que o crucifixo, sem mais riquezas que as contas do Rosário, sem mais seguranças que seu amor a Deus e o zelo para difundir o Evangelho.

Durante 36 anos, sem nunca regressar a sua pátria, evangelizou e santificou com seu trabalho e sua oração, com a entrega de sua vida, primeiro as terras do Equador, e depois, a Colômbia. A santidade de sua vida e a heroicidade de suas virtudes impressionavam a todas as pessoas. A fonte onde Madre Bernarda tirava forças para a sua alma era a oração. Durante sua vida, a Congregação se expandiu por Colômbia, e ela enviou Irmãs à Europa e ao Brasil, chegando aqui as primeiras Irmãs em 1911 (há 105 anos atrás).

Maria Bernarda faleceu no dia 19 de maio de 1924, em Cartagena, Colômbia, aos 76 anos de idade e com grande fama de santidade. O pároco da Catedral anunciou sua morte com estas palavras: "Esta manhã, em nossa cidade, faleceu uma santa: a reverenda Madre Bernarda". Verdadeira profecia que hoje vemos realizada. No dia 12 de Santa e estabeleceu que sua festa seja celebrada em toda a Igreja no dia 19 de maio.                                                                                                                  

Hoje, a Congregação das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria Auxiliadora se encontra em diferentes países e estados brasileiros, levando à frente, a missão e o legado de Santa Maria Bernarda: de testemunhar o Evangelho pelos caminhos do mundo. Guiadas pelo Evangelho e inspiradas no exemplo desta grande mulher, Santa Maria Bernarda, estas mulheres consagradas, estão em diversos espaços lutando por um mundo mais justo e fraterno para todos e todas.

 

 

 

Ascom IFMMA - Meriana Peri

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