Mês vocacional: Mãe de sacerdote diz que famílias precisam apoiar e rezar pelas vocações

05 de Agosto de 2018
Postado por: Cristine Maraga

Foi quando o filho tinha apenas três anos que Isabel Cousseau começou a perceber que a vocação de François Cousseau era o sacerdócio. A mãe conta que François nasceu em 1982. Em 1985 ocorreram em Xanxerê (SC) as Missões Populares. Havia um grupo de padres do Rio Grande do Sul realizando as atividades no Bairro Vista Alegre, onde a família reside, e mesmo pequeno, o menino acompanhava os padres capuchinhos nos locais onde eles iam. “Para mim a decisão dele não foi um surpresa, pois desde os três anos ele manifestava esse interesse por ser padre. Lógico que foi surpreendente para nós, como família, termos um filho padre. É lindo. A vocação dele nasceu com ele”, comenta orgulhosa.

O menino cresceu sempre ligado à igreja. Na infância, Isabel conta que François acordava cedo e nos dias de celebrações na comunidade sempre escolhia participar das missas e cultos.  “Ele sempre foi uma criança que acordava nos domingos pela manhã e ia à Igreja. Mesmo quando ainda calçava o tênis virado, por não distinguir entre o pé esquerdo e o direito [risos]. Podíamos até dizer: ‘hoje não François, hoje vamos passear’, mas ele sempre queria ir à Igreja primeiro”, relembra.

Isabel conta que a vocação do filho foi evoluindo ao longo da infância. Apesar de ser perceptível o gosto e o dom de François pelo sacerdócio, ela e o marido decidiram não influenciar na decisão dele. “Eu e o meu marido acordamos que nunca iriamos pressionar ou insistir para que ele escolhesse pelo sacerdócio, mas sim encaminhá-lo, mesmo na nossa pequenez”.

O apoio da família ocorreu nos diversos momentos do crescer de François. Isabel relembra em detalhes a trajetória do filho, que iniciou os estágios no Seminário de Chapecó durante o Ensino Fundamental, onde ia aos fins de semana. Mais tarde, mudou-se para o Seminário em Chapecó, onde concluiu o Ensino Médio e iniciou o curso de graduação em Filosofia. O apoio da família Cousseau foi fundamental também no momento de indecisão do filho, aos 18 anos, quando ele voltou para casa por medo de estar fazendo a escolha errada. Na época, segundo a mãe, François fez um concurso para lecionar Filosofia em escolas e passou. Ficou quatro anos em casa, trabalhando como professor de filosofia e, apesar de amar lecionar, durante um período de Missões no interior de Abelardo Luz (SC), o chamado foi mais forte e ele decidiu retornar para a teologia, com a certeza de que sua vocação era mesmo o sacerdócio.

François se ordenou padre em 2009, numa linda e simbólica celebração, em Xanxerê (SC). Momentos que ficaram marcados pela emoção dos pais, irmão, além de outros familiares e amigos. A ordenação se transformou num álbum de família, em que a mãe guarda com muito carinho, por ter certeza de que o filho fez a escolha certa. “Quando a pessoa é levada pela vocação é maravilhoso. Foi uma realização dele que deixou a família muito feliz e realizada também. Dos filhos xanxerenses, ele foi o primeiro padre a ser ordenado, no ano em que a paróquia comemorava 50 anos”, explica Isabel. Atualmente, o filho de Isabel estuda Mestrado em Direito Canônico, em Florianópolis (SC).

Em agosto a Igreja celebra o Mês Vocacional, iniciando pela vocação sacerdotal. Para Isabel, o caminho da vocação, seja ela o sacerdócio ou as demais , está associado à oração.  “Como mãe de um sacerdote, eu acredito que as famílias precisam rezar muito e pedir para que a vocação dos jovens aflore, tanto para o sacerdócio quanto para outras vocações. É fundamental o apoio da família e da comunidade. Quem segue essa vocação são pessoas decididas a buscar um novo reino e nós, como pais, precisamos apoiar”, finaliza a mãe do sacerdote.

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