Jesus chamou os doze e os enviou… (reflexão sobre o evangelho do 11º Domingo Comum)

17 de Junho de 2017
Postado por: Cristine Maraga

Por Ir. Neusa L. Luiz. 

Os textos bíblicos deste domingo nos ajudam a compreender a identidade e a missão do povo que Deus escolheu para testemunhar o seu amor e a sua misericórdia na história humana. É um povo cujo Deus é o Senhor da vida e cuja missão é fazer que todas as pessoas se reconheçam livres para amar e servir.

O texto do Evangelho de Mateus, inicia colocando em evidência o olhar misericordioso de Jesus sobre uma multidão que caminhava como que sem esperança. O estado de prostração desta gente é descrito através de uma imagem bastante cara ao Antigo Testamento: a imagem das “ovelhas sem pastor”. O texto diz ainda que estas ovelhas estavam “cansadas e abatidas”, portanto, sem forças para se protegerem do perigo de serem devoradas pelos lobos vorazes. Por que o povo de Deus tinha chegado a este ponto? O que fez com o dom da liberdade que Deus lhe deu? O próprio evangelista Mateus nos dá uma pista para responder a essas perguntas. Percorrendo o contexto imediato no qual está inserido o passo que constitui este texto do Evangelho, encontraremos por duas vezes uma citação que faz eco: “Eu quero a misericórdia, e não sacrifícios” (Mt 9,13;12,7). No texto profético o locutor é Deus, aqui é Jesus quem fala.  Jesus se dirige aos fariseus, gente muito piedosa e conhecedora das Escrituras, mas sem práticas de amor ao próximo, ou pior ainda, exploradores do povo através das práticas religiosas.

Jesus compadeceu-se do povo que anda como ovelhas sem pastor, ou seja, sem rumo e em perigo diante dos mercenários e exploradores. Jesus é o Messias da palavra e da ação libertadora em favor de seu povo! É vendo a situação das multidões que Jesus se comove profundamente e, movido de compaixão, age em favor delas.

Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para curar e promover vida!

Este texto do Evangelho é um grande convite para seguirmos o exemplo de Jesus. Convite para ir às ovelhas perdidas, ou seja ver a situação das pessoas... Sentir compaixão pelas multidões, também hoje abandonadas sem pastores. Convite para assumir a missão de curar os enfermos, ressuscitar os mortos, purificar os leprosos... Convite de expulsar os demônios e anunciar gratuitamente que o Reino dos Céus está próximo! Convite à doação gratuita da vida e dos dons a serviço do Projeto de Deus. Estamos dispostos para assumir com coragem este convite de Jesus em nossa realidade hoje?

Como agimos e reagimos diante da situação de abandono, pobreza, doença que vivem muitas pessoas de nossa comunidade? Qual nossa atitude enquanto católicos: a dos fariseus que ficam na Igreja aguardando, rigorosos na observância da leis e normas ou de Jesus misericordioso que vê o sofrimento do povo, vai ao seu encontro o ajuda a se libertar de tudo o que impede de ter uma vida digna?

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